segunda-feira, 21 de março de 2016

Muita coisa inacabada porque a gente acabou. Part VI


FLASHBACK.
Terminamos tudo. Peguei minhas coisas e dei o fora. Ela me liga. Eu ignoro. Sinto saudades. Eu ligo. Ela não ignora. Ela é madura. E eu um quase homem. Marcamos de irmos comer um Sushi. Ela diz que tem muitas novidades. Juro que minhas veias engrossam quando a vejo, perco a cor. Ela elogia a cagada que fiz no meu cabelo “ah, ta legal. Você fica ótimo carecão.” Dou aquela risada faceira de quem pensa "garota, quero te levar pra cama.“ Faz um mês que terminamos, e me acho um babaca por não parar de olhar para o decote dela. TUDO BEM! Eu estou excitado. Meu pau tá falando com meu cérebro "vamo ver cara.” Ela não para de sorrir para mim. Vez ou outra a pego me olhando por muito tempo. Eu olho bem dentro daqueles olhinhos pequenos, até ela desviar o olhar. Aquela música que nós dois amamos, começa a tocar. Que sorte, não? Penso em chamá-la para dançar. Desisto. Ela devora o Sushi, eu fico mexendo o Shoyu com o Hashi. Gosto dela, e estou com saudades. Mas não me permito dizer isso, meu orgulho tem vida própria, acho que ele e meu pau estão discutindo nesse exato momento. Abro a boca para dizer como ela esta linda esta noite, com esse decote provocador, e esse batom violeta. Então um cara chega, a pega por trás e começa a beijá-la no pescoço. Meu sangue congela, me sinto a Elsa do Frozen, ok! Péssima comparação. Mas, não consigo “LET IT GO” Vou mandar esse cara tirar as mãos da minha garota. Mas ela fala antes. Diz que esse é o namorado dela. “ah ta. Me chamou aqui pra isso” O cara me olha e olha pro decote dela, com uma cara de pervertido. Sei o que ele tá pensando. Tá pensando em comer minha mulher. “- E ai cara. Ta pensando em comer minha mulher?
- Comporte-se.
- Você deve ser o ex. Tudo de boa cara?
- Vou ao banheiro.”
Acabo de perceber que o restaurante está lotado, que as pessoas estão super bem arrumadas, e que eu sou um ninguém. Ela tá do meu lado agora, me pega pelo braço e começamos a caminha entre a multidão.
- Vamos conversar.
- Por que você tá com ele?
- Por que você tá com todas?
- Vamos para casa. Fazer amor.
- Péssima resposta.
- Vamos pra qualquer lugar, fazer amor.
- Caramba! Você só pensa em sexo.
 - Errado. Só penso em sexo, contigo.
- É pra rir?
- Vou pra casa.
- Ei, quero mesmo que você dê uma chance a ele.
- Eu não tenho que dar porra nenhuma a ele.
- Prometemos que iriamos tentar seguir em frente.
- É, tem razão. Vou comer aquela garçonete.
- Você é infantil.
- E você é cruel.
- Eu não quero que você seja infeliz, não quero que fique me esperando.
- Nem um nem outro. Eu não sou assim.
- Não quero que você sofra.
- Me ligou por caridade? Trouxe ele aqui pra mostrar como consegue fazer a fila andar?
- Não sou eu quem como uma mulher toda noite.
- Bem que você podia né. Digo, comer uma mulher.
- Larga de ser escroto, garoto.
- Ele te faz feliz?
- Sim e não. Mas, nunca vou descobrir se você continuar perto de mim.
- Quer a minha benção não é?
- Sim.
- Seja feliz com ele.
Não faço aquela cena dramática de um roteiro óbvio. Apenas dou o fora, outra vez. Quando chego em casa, xingo até perder a voz. Peço aos céus que o nosso cupido saiba o quê está fazendo. Olho pro meu pau com a pior cara do mundo. “É, não foi dessa vez.

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